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O Jornal Brasileiro
By:
11/05/2007
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Rosa Passos leva sua voz ao Berklee Performance Center

Márcia Rodrigues
O JORNAL STAFF

BOSTON- No Brasil, para os que conhecem bem seu trabalho, ela atende pelo apelido de `João Gilberto de saia'. No palco americano, a baiana vira Rosa Passos, uma das maiores cantoras de jazz do mundo que já teve sua voz comparada com Ella Fitzgerald, por causa de sua articulação rítmica.
No próximo dia 8 de novembro, ela será atração no Berklee Performance Center (BPC), a partir das 20h15, no número 136 da avenida Massachusetts, em Boston.
Além de colocar sua voz no espaço universitário com músicas de sua autoria e uma outra leva das inesquecíveis da MPB, Rosa também fará parte da celebração dos 50 anos da Bossa Nova que o centro universitário estará promovendo. Receberá ainda uma menção honrosa da Berklee College of Music por difundir a música popular brasileira pelo mundo.
"Nesse fim de semana, Rosa estará se apresentando numa das maiores casas de espetáculo de jazz do mundo, o Blue Note, em Nova Iorque, com shows a partir das 20h. Ela embarca hoje a tarde (31 de outubro) e chega nos EUA no dia 1º ", adianta a assessora de imprensa da cantora, Ana Paula Freitas.
De mesmo nome, seu último CD Rosa, tem uma mistura de influências do MPB e jazz, onde a artista dá vida as canções, algumas de sua própria autoria.
Em 2002, a pequena notável lançou Me and my heart, um álbum produzido especialmente para o mercado norte-americano. Foi acompanhada por diversos músicos de renome, como Toots Thielemans, Paquito D'Rivera e David Finch.
"Uma coisa que me gratifica muito é ter um público formado também por americanos. Consegui conquistar meu espaço aqui, desde 2002. Já cantei só com violão e baixo acústico, com dois dias de casa lotada, com apoio do New York Times, além de outros jornais. Já são 10 anos de carreira internacional. Fiz um trabalho de fora pra dentro", conta Rosa por telefone, direto de Nova Iorque.
Treze álbuns totalizam seu trabalho e retratam sua história de sucesso internacional. Quando estreou em 1979, com 'Recriação', não imaginava que um dia iria conhecer 28 países. Em sua agenda de shows internacionais, Rosa é sempre convidada para levar sua voz para o Japão e Europa.
"Nos últimos cinco anos tenho vivido muito mais no exterior do que no Brasil. Em média, viajo de cinco a seis vezes para a Europa percorrendo uns 10 países, onde apresento uns 25 shows", detalha.
Tudo começou quando a cantora compôs 'Mutilados', em 1972, ficando em 1º lugar no festival da Universidade da Bahia, promovido pela TV Aratu. Em meio a muitos outros convites, sua interpretação impactante engajou em 1991, quando lançou o álbum 'Curare', com acordes da MPB de Tom Jobim, Ary Barroso, Carlos Lyra, Johny Alf e Bororó.
"Pedi a Deus pra vir cantando e estou cumprindo essa missão", revela animada.
Sem abrir mão de alguns de seus cantores prediletos, Rosa abraçou seu trabalho junto com os famosos americanos Ron Carter e Kenny Rankin, que em 1997 gravou as canções 'Verão' (Those Eyes) e 'Outono' (Stay) em Inglês, ambas com a participação da voz espetacular de Rosa.
Sua agenda de shows nos Estados Unidos para 2008, já começou a ser montada. De acordo com Ana Paula, a cantora se apresentará no Lincoln Center, dia 23 de maio, como parte de uma celebração do centenário de Benny Carter. O tema previsto para esta programação será 'Romance'.
Para o show em Boston, a cantora brasileira chega com um repertório musical recheado com melodias de Djavan, João Bosco, Tom Jobim e Gilberto Gil. Os fãs ainda terão o gostinho de curtir duas de suas grandes autorias: Verão e Samba com Pressa.
"Estou muito feliz por ter sido convidada para cantar na maior faculdade de jazz do mundo. Se essa homenagem acontecer, estaremos comemorando duplamente: com a homenagem que eles estão preparando para os 50 anos da Bossa Nova", agradece.
Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do BPC ao preço de $ 30 e $ 22,50 para aposentados. Há possibilidade de serem adquiridos através do site www.ticketmaster.com. Maiores informações pelo telefone (617) 747-2261 ou pelo www.berkleebpc.com.


Valadarenses são responsáveis por US$ 12 milhões em remessas de dinheiro
Márcia Rodrigues
O JORNAL STAFF

FRAMINGHAM- Estima-se que atualmente residam no país entre 40 a 50 mil valadarenses. Dados oficiais do município mineiro referentes ao ano de 1994, apontam na faixa dos US$ 30 milhões por ano de remessas feitas por brasileiros investindo em sua cidade natal. De 1995 para cá, o montante sofreu uma queda brusca e hoje se mantém na casa dos US$ 12 milhões anuais.
      Por conta disso, o jornal Washington Post enviou no ano passado um de seus repórteres para a cidade mineira. A matéria titulada 'Perdendo seus filhos para o Sonho Americano', conta a história de várias gerações de valadarenses que vieram para os EUA e, que hoje, ajudam no sustento de suas famílias no Brasil.
      Ainda que continue difícil a vida do imigrante indocumentado no país, um grupo de apoio político, composto pelo vice-prefeito de Governador Valadares, Augusto Barbosa, presidente da Câmara de Vereadores, Paulinho Costa, três vereadores e o engenheiro Fernando Pinto, chegaram no dia 23 de outubro nos EUA e permaneceram até ontem, dia 2 de novembro. Com passagem pelas cidades de Newark (NJ), Manhattan (NY), Danbury (CT), Framingham (MA), Boca Raton (FL) e Miami (FL), a comitiva participou de várias reuniões com representantes do governo norte-americano e grupos de apoio ao imigrante.
      "O proposto é manter essas visitas uma tradição para darmos apoio psicológico e político para a comunidade valadarense. Também mostrar para os americanos que as pessoas que estão aqui tem todo o nosso respeito porque são trabalhadoras e ajudam esse país a desenvolver", revela o vice-prefeito durante entrevista para O JORNAL BRASILEIRO.
      A frenética emigração iniciada por volta da Segunda Guerra Mundial - quando os EUA tiveram sua atenção voltada para as minas de micas, uma substância usada na indústria bélica- é, sem sombra de dúvida, a maior responsável pelo desenvolvimento da cidade que hoje cuida de seus quase 260 mil habitantes.       Augusto Barbosa garante que uma parte desse dinheiro enviado pelos valadarenses mantém o comércio ativo da região apelidada de Grande Valadares. E o governo municipal faz uso desse recurso para investir, por exemplo, na construção de novas escolas.
      "São recursos que ajudam no crescimento e desenvolvimento de nossa cidade, do comércio local e certamente que isso já virou uma tradição", afirma Barbosa.
      A autoridade política ressalta que em 2005, ano em que a primeira comitiva esteve no país, foi criada a Associação dos Parentes e Amigos dos Imigrantes do Brasil (ASPAEMIG-BR), visando dar apoio e promover uma maior comunicação entre os familiares.
      Nessa segunda visita, os contatos foram ampliados.                   Em Danbury, a comitiva se reuniu com o prefeito da cidade, Mark Boughton. Já em Manhattan, foi firmado um convênio com o escritório de advocacia Koehler & Isaacs, para prestar assistência jurídica em todas as áreas aos imigrantes valadarenses, sem custo nenhum, apenas nos casos em que o escritório vier a ganhar ações indenizatórias.
      "Estamos começando esses contatos com autoridades políticas daqui para tentarmos formas de tornar a vida do brasileiro mais fácil na América. Para início de 2008 já deixamos agendado um encontro com o prefeito de Nova York", adianta o vice-prefeito.
Para os valadarenses Augusto Barbosa deixa uma mensagem:"A nossa região não vive sem o dividendo que é mandado pelos imigrantes. E mesmo com o dólar hoje numa situação muito ruim, Valadares e região, recebe uma quantia significativa de dólares. Precisamos do apoio de todos vocês", conclui.



Enquete: 'Justiça Já!'
Eles condenam policial que roubava

Márcia Rodrigues
O JORNAL STAFF

RANDOLPH- Decisão tomada no último dia 24 de outubro, após uma reunião oficial entre o prefeito da cidade de Randolph (MA), Garu Algeier, vereadores e do chefe do Departamento de Polícia Municipal, Paul Porter, resultou na demissão do policial de origem brasileira, Fabiano Estrela, há nove anos atuando naquela corporação.
      Responsáveis pela investigação do caso afirmam que Estrela está sendo acusado de ter roubado US$ 2 mil em dinheiro, um cartão de crédito, uma pulseira de ouro, além de corrupção ativa durante algumas blitz de trânsito.
      De acordo com dados do Departamento de Polícia da cidade, no total foram expedidas quatro denúncias de brasileiros e uma outra, de um policial.
O JORNAL BRASILEIRO esteve nas ruas e ouviu um grupo de brasileiros que se pronunciou a respeito do assunto. Indignados com a situação, os 12 entrevistados são unânimes e condenam duramente o policial pelo esquema de roubo e corrupção.
      'Qual punição você daria para esse policial?`, confira na enquete do OJB:
      Allan
"Isso é um absurdo. A questão não é que ele é brasileiro, podia ter sido um americano. O fato é a falta de consideração, o abuso com o cidadão".
      Vinícius
      "A polícia tem mais é que prender um indivíduo como esse. E ainda tirar todas as regalias que os policiais têm aqui e deportá-lo pro Brasil".
      Jorge Jr.
      "Ele não tem caráter. Tirando dinheiro dos próprios brasileiros, como ele, não dá pra aceitar".
      Silvia
      "Em vez de ser útil para nossa comunidade, preferiu roubar o nosso povo. Ele, que é um policial, devia ser exemplo para todos nós".
      Marcelo
      "Acho que tem que pagar pelo que fez. Pelo menos um ano no xadrez para colocar a mão na consciência".
      Francine
      "Além de ser um policial, seu salário é garantido com o fruto dos impostos que pagamos para o governo. O certo é ser julgado como um criminoso, por roubo e ser preso".
      Betânia
"Não só afastado como também punido até mesmo para dar exemplo. Fazer isso com a própria raça, usar da inocência das pessoas, desse povo brasileiro que anda tão oprimido ultimamente. Ele tem que pagar pelo que fez. As vítimas não devem ter medo e se manifestar".
      Duane
"Tem que ser punido e também devolver o dinheiro as vítimas".
      Valdinei
"Afastado do cargo e punido. Isso não se faz nem aqui, nem no Brasil. O melhor seria ser preso e deportado. É...pagando na mesma moeda que o brasileiro paga".
      Graziela
"Cadeia ou então trabalho social. Certamente que ele aproveitou do medo que muitos brasileiros tem da polícia".
Fabiana
"Tem mais é que voltar para o Brasil e passar fome. Esse policial já perdeu a noção do que é a vida no Brasil".
      Roberto
"Tem que ser julgado aqui. A Justiça norte-americana é, sem dúvida, muito maior".



Red Sox pinta o 7 no Fenway Park

Por David Rodrigues

Sem piedade, o Boston Red Sox provocou também acelerados batimentos cardíacos no coração de muitos brasileiros, no domingo último, 28, ao vencer o Colorado Rockies por 4 a 3, conquistando o título da World Series de 2007 e quebrando, pela segunda vez, a famosa maldição do Bambino.
      "Uma verdadeira loucura(...)eles comemoram como nós, brasileiros(...)fazemos o mesmo com nosso futebol. A paixão é muito contagiante. Eu só escutava do meu lado um grupo de americanos gritando sem parar", comenta com empolgação o mais novo torcedor do time bostoriano, Felipe Santos.
Supertição ao não, o fato é que o time de beisebal não só faturou a taça como fechou a série melhor de sete por 4 jogos a 0.
       O mesmo feito que havia realizado em 2004, quando sagrou-se campeão diante do Saint Louis Cardinals.
      O Boston Red Sox é, agora, o único time que conseguiu conquistar duas World Series, dentro de quatro temporadas, nesse mesmo placar de 4 a 0.
      O destaque da partida, o terceira base Mike Lowell, está sendo citado pela crítica esportiva norte-americana como o elemento-chave que acertou um 'homerun', o que garantiu a vitória da equipe dos Sox's. O jogador, de quebra, ainda levou o título de MVP (jogador mais valioso) da World Series.
      Quem deixou um pouquinho a desejar foi uma pequena parte da torcida que lotou as ruas de Boston, logo após o jogo. Segundo imagens divulgadas pelo canal de TV WBZTV, um grupo de policiais tentaram conter a euforia nada amigável de alguns torcedores fanáticos. Outras cenas, dessa vez transmitidas pela WCVB, apontavam 37 pessoas feridas durante as comemorações e alguns carros queimados.
      O corre-corre, segundo ambos canais norte-americanos, teria começado próximo ao estádio Fenway Park.
      Isso não lembra algo parecido com nossos estádios no Brasil?


©O Jornal 2010


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